A partida foi sem graça em Brasília, com duas equipes incapazes de criar jogadas mais claras de gol durante 90 minutos de bola rolando. Dada a qualidade do jogo, o placar foi um justo resultado pelo que se apresentou em campo, visto que o Fla foi superior ao rival
Superioridade
Com a evidente superioridade técnica, coube ao Flamengo ditar o ritmo da partida e dominar as ações no Mané Garrincha. Apesar de melhor em campo, o Rubro-negro, talvez ainda se ressentindo de entrosamento e condição física, pouco ameaçou o rival.
Com a torcida empurrando, o time chegou com certa facilidade à intermediária adversária, mas não levou perigo quando tentou concluir em gol. Um dos melhores em campo, o jovem Lincoln ficou um pouco isolado e se ressentiu da aproximação dos outros homens criativos. E foi justamente o atacante quem perdeu a melhor chance construída, aos 38 minutos. Livre de marcação, o centroavante bateu mal e a zaga afastou. Minutos depois, o camisa 9 concluiu para ótima defesa de Jefferson.
O Flamengo foi o dono da bola no jogo, comandou a partida, mas não conseguiu furar a defesa do Nova Iguaçu, que, salvo um ou outro contra-ataque, praticamente aguardou o adversário em seu campo de defesa. Apesar do empate, a torcida reconheceu o empenho do time e aplaudiu a equipe no fim dos primeiros 45 minutos.
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Queda de qualidade
Depois de um primeiro tempo de boa movimentação, a etapa final foi disputada em ritmo muito mais lento do que na metade inicial. Ainda em fase de testes, Carpegiani colocou em campo uma formação supostamente mas ofensiva, mas as entradas de Vinicius Jr. e Rodinei não tornaram o Fla um time mais agressivo.
O Nova Iguaçu por sua vez, se assanhou um pouquinho mais, mas ainda assim foi um tanto quanto conservador. Quando tudo parecia caminhar para um empate, Rhodolfo acertou uma bomba de longe e acertou.
Para o Fla, o resultado não trouxe "consequência" alguma, mas a equipe da Baixada Fluminense viu a possibilidade de avançar escapar pelos dedos com a derrota
Paquetá em nova função
Gilvan de Souza / Flamengo
Paquetá foi trstado em nova função
Criado no Flamengo, Lucas Paquetá foi testado em uma nova função por Paulo César Carpegiani. Após ganhar chance atuando como atacante com Reinaldo Rueda, o jogador atuou na função de segundo homem de meio.
Sem um rival muito ousado, Paquetá ajudou no combate, mas teve liberdade para subir ao ataque. Na prática, ele, Diego e Evrton Ribeiro tiveram bastante liberdade e não guardaram posição.
Laranja itinerante
O Flamengo disputou sua 56ª partida no Mané Garrincha. Em toda a história, o Fla venceu 28, empatou 22 e perdeu seis vezes.
Retrospecto
Já no confronto histórico diante do Nova Iguaçu, o Flamengo soma sete vitórias, um empate e uma derrota.
NOVA IGUAÇU X FLAMENGO
Data e hora: 4/02/2018, às 17h (horário de Brasília)
Local: Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Arbitragem: Alexandre Vargas Tavares de Jesus
Auxiliares: Eduardo de Souza Couto e João Luiz de Albuquerque
Cartões amarelos: Wescley, Vinícius Matheus, Adriano (NIG), Lucas Paquetá, Rhodolfo (FLA)
Cartões vermelhos: Vinícius Matheus (NIG)
Gols: Rhodolso, aos 48 minutos do segundo tempo
Nova Iguaçu
Jefferson, Wallace, Raphael Neuhaus, Murilo Henrique e Lucas; Vinícius Matheus, Paulo Henrique, Caio Cezar (Daniel), Wescley (Vinicius Paquetá) e Jonathan (Robinho); Adriano. Técnico: Edson Souza
Flamengo
Cesar, Pará (Rodinei), Rhodolfo, Juan e Renê; Cuéllar, Lucas Paquetá e Diego (Marlos Moreno); Éverton Ribeiro, Lincoln (Vinicius Jr.) e Everton. Técnico: Paulo César Carpegiani
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